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8.10.19

O que aprendi com o meu gato

Foto pessoal, favor não reproduzir
A minha história com o Pipoca começou de uma forma bem inesperada pra mim. Ele apareceu na porta da minha casa em setembro de 2016 muito machucado, muito magro e ainda era bem pequenininho (eu acredito que ele tinha cerca de 1 mês de vida, mas não posso afirmar com certeza). Imediatamente eu o peguei para cuidar de seus machucados, dei banho e tirei todas as suas pulgas, dei água e um pouco da ração do meu cachorro (no momento era o que tinha pra dar a ele). 

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A minha falta de experiência com gatos (sempre tive apenas cachorros em casa) me fez confundi-lo com fêmea, o que só fui descobrir que estava errado quando ele já estava aqui em casa há quase um mês.

Quando ele chegou aqui a intenção não era adotá-lo, pois eu tenho um cachorro que tem um medo mortal de gatos (isso mesmo!) e ele se mijava todo só de ver o gato. O Thor (o cachorro) só ficava na caminha e sempre se escondia quando via o gato. Logo minha mãe disse que eu precisaria encontrar outra família para o gatinho (que até então era chamado de Serena). Passei semanas procurando alguém que pudesse adotá-lo e que eu teria certeza que daria muito amor a ele. Mas não encontrei ninguém disponível e ele foi ficando e ficando.

E aos poucos ele foi conquistando todos nós, nos ensinando que amor de felino é diferente de amor canino. Tivemos que nos adaptar ao novo integrante da família, e eu tive que aprender a dividir a minha cama e até a ser travesseiro de vez em quando. Acho que no fim das contas era pra ele ficar por aqui mesmo!

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O amor que ele trouxe para nossa família foi mágico, pois derrubou barreiras (a minha mãe não gostava de gatos, o meu pai detestava bicho dentro de casa e até o meu noivo também não curtia gatos). 

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(A resolução tá horrorosa, mas tive que registrar esse momento. Foi a primeira vez que eles ficaram juntos sem que o Thor saísse correndo de medo).

Com o passar dos dias o Pipoca foi se aproximando do Thor, e com seu jeitinho todo carinhoso foi conquistando aos poucos sua confiança. No início era só o Pipoca chegar que o Thor saía correndo. Mas o Pipoca não desistiu e foi se aproximando cada vez mais. Agora eles brincam e até dormem juntos. E é lindo ver como essa amizade está crescendo dia a dia. De vez em quando eles ficam assim, juntinhos, mas é bem difícil tirar uma foto decente porque o Thor sempre sai correndo de câmeras (acho que não existe cachorro mais medroso! hahaha).

Mas afinal, o que aprendi com o Pipoca?

- Aprendi a me acostumar a sempre ter vários arranhões pelo corpo (e não me importar com isso!).

- Aprendi que o conceito que eu tinha de privacidade já não vale mais. Agora ir ao banheiro ou ficar em algum cômodo da casa com a porta fechada sem uma bolinha peluda atrás miando sem parar não existe mais!

- Arrumar a cama se tornou uma brincadeira de esconde-esconde todos os dias.

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- Aprendi que minhas roupas sempre estarão cheias de pelo, porque eu nunca resisto em dar um abraço nele quando ele passa perto de mim.

- Aprendi que absolutamente qualquer coisa pode virar um brinquedo. Desde fio, pedaço de papel, a cortina, meu cabelo, minha mão ou o preferido dele: bolinhas feitas de sacola enrolada. Ele fica horas correndo pra lá e pra cá e dando umas cambalhotas e pulos bem doidos.

- Aprendi a não jogar as caixas de papelão fora. Ele super ama dormir em qualquer caixa de papelão, mesmo que seja fisicamente impossível dele caber dentro dela ele dá um jeito!

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- Aprendi a dormir ouvindo seu ronronar.

- Aprendi a identificar seus diferentes miados e significados. Ele tem um miado específico quando está com fome, quando quer carinho, quando chamo e ele responde, quando pede para abrir a porta, ou quando quer me acordar.

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- Aprendi um novo conceito de liberdade. Assim que ele descobriu que conseguia subir no muro ele começou a sumir pelos telhados afora. E sempre volta pra casa todo esbaforido porque algum dos gatos vizinhos botou ele pra correr, ou simplesmente chega com cara de sem vergonha porque tava namorando. E eu sempre fico muito preocupada, porque sei dos perigos desses passeios dele, mas não há muito o que eu possa fazer para que ele fique em casa.

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- Aprendi que qualquer superfície da casa agora é propriedade dele, seja o sofá, a cama, as cadeiras ou a mesa, a estante da televisão. o teto do carro, ou a minha cabeça. Se ele quiser deitar lá para dormir ele vai deitar sem cerimônia nenhuma.

- Aprendi que ele é o maior fiscal da casa! Ele é super curioso e entra em todos os lugares pra ver o que estou fazendo (todos os lugares mesmo, gavetas, armário, guarda-roupa, minha bolsa...).

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- Aprendi que, diferente do meu cachorro, o meu gato nunca vai fazer as minhas vontades se ele também não estiver a fim. Mesmo que eu canse de chamar ou de sacudir a bolinha chamando pra brincar, se ele não quiser não vai nem se mexer.

- Aprendi que mesmo sendo na dele e fazendo só suas próprias vontades, ele é super companheiro e carinhoso. Ele é capaz de perceber quando estou triste e precisando de um carinho e logo vem se aninhar no meu colo para dormir. E não sai de perto da gente por nada! Quando ele percebe que eu não estou bem ele fica me seguindo aonde quer que eu vá só para me fazer companhia.

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- Aprendi que as coisas mais simples são as mais divertidas. Principalmente se for aquela bolinha de papel que joguei fora, um pedaço de linha que caiu no chão, o farelinho do pão, o rabo do meu cachorro, ou a caixa de papelão das encomendas que chegaram.

E a lista de coisas que eu aprendi com o Pipoca continua, com ele o aprendizado é diário e contínuo. É muito amor envolvido, um tipo de amor completamente diferente do que eu estava acostumada a ter com os meus cachorros. E isso é incrível! Mas se eu continuar o post não vai acabar nunca!

Quem aí também ama seus gatos? Me diz aí o que você aprendeu com seus peludinhos fofos! 
Obs: Esse post foi feito originalmente em 26/06/2017 no meu finado blog Ei Carol e estou repostando para não perder esse conteúdo, pois é importante para mim.

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